🦴 Ressecção de Cordoma de Clivus
(Base do Crânio)
> "Removendo com precisão cirúrgica a lesão rara da base do crânio, respeitando as estruturas vitais que sustentam a vida e os sentidos."
📋 O que é?
Cirurgia para remover um cordoma, tumor raro que nasce nas vértebras ou na base do crânio (clivus — osso na parte central da cabeça, atrás da nasofaringe). Este tumor cresce lentamente, mas pode comprimir o tronco encefálico, nervos cranianos e estruturas vitais, causando sintomas graves.
É como remover uma raiz de árvore que cresceu sob a fundação de uma casa, ameaçando derrubar as paredes principais, exigindo escavação cuidadosa para preservar a estrutura.
🎯 Quando é indicada?
🎗️ Cordoma de clivus com crescimento progressivo documentado
🎗️ Compressão do tronco encefálico ou nervos cranianos
🎗️ Disfagia (dificuldade para engolir) ou disartria (dificuldade para falar)
🎗️ Paralisia de nervos cranianos (olho, face, deglutição)
🎗️ Dor de cabeça intensa ou sintomas de pressão intracraniana
🔧 Tipos de abordagem
🎯 Abordagem Endoscópica Endonasal Acesso pelo nariz, sem craniotomia — menos invasivo, recuperação mais rápida, mas limitado para extensões laterais.
🌉 Abordagem Far Lateral Acesso pela lateral do crânio e pescoço — permite acessar a junção crânio-vertebral e regiões laterais do clivus.
🔬 Abordagem Transoral Acesso pela boca para lesões mais baixas (clivus inferior) — técnica tradicional para áreas próximas à coluna cervical alta.
⚙️ Abordagem Combinada Duas ou mais vias (endonasal + transcraniana) para tumores complexos que se estendem em múltiplas direções.
⚙️ Como funciona o procedimento?
1️⃣ Planejamento: Imagem detalhada (RM e TC) para mapear relação com artérias vertebrais e tronco encefálico.
2️⃣ Acesso: Depende da via escolhida — endonasal (pelo nariz), far lateral (incisão retroauricular) ou transoral (via boca).
3️⃣ Exposição: Acesso ao clivus, identificação cuidadosa do tumor e estruturas vitais adjacentes (tronco, nervos, vasos).
4️⃣ Ressecção: Remoção cuidadosa do tumor em peças ou fragmentos, preservando o máximo de tecido sadio.
5️⃣ Reconstrução: Fechamento da dura-máter com enxertos, reconstrução óssea se necessário, fixação occipitocervical se houver instabilidade.
⏱️ Duração: 6 a 12 horas (cirurgia longa e complexa).
🌱 O que esperar da recuperação?
🏥 Internação: 7 a 14 dias (UTI neurocirúrgica prolongada).
🚶 Mobilização: Gradual, após estabilidade das vias aéreas e função de deglutição.
📅 Recuperação:
- Avaliação de deglutição e fala: fonoaudiologia essencial
- Fisioterapia: reabilitação motora se houve déficits neurológicos
- Radioterapia: geralmente necessária como tratamento adjuvante (cirurgia raramente consegue ressecção completa)
- Retorno ao trabalho: 3 a 6 meses ou mais
🎯 Resultados: Alívio da compressão neural; controle tumoral prolongado quando combinado com radioterapia; cordomas têm alta taxa de recorrência local.
🛡️ Sobre segurança e cuidados especiais
Cirurgia de alta complexidade na base do crânio, exigindo equipe multidisciplinar (neurocirurgião, otorrino, cirurgião de cabeça e pescoço).
✅ Efeitos temporários:
- Dificuldade para engolir (disfagia)
- Alterações da fala (disartria)
- Fraqueza no pescoço (instabilidade occipitocervical)
- Dor intensa na região operada
✅ Nossa equipe está preparada para:
- Lesão do tronco encefálico (grave)
- Lesão de nervos cranianos (IX, X, XI, XII — deglutição, fala, ombro, língua)
- Lesão das artérias vertebrais (sangramento grave)
- Fístula liquórica (vazamento de líquido nervoso)
- Meningite (infecção das meninges)
- Instabilidade occipitocervical (necessidade de fusão posterior)
- Recorrência tumoral (cordoma tem tendência a recidivar)
✅ Conversamos previamente sobre:
- Que a ressecção completa é difícil devido à proximidade de estruturas vitais
- Necessidade quase sempre de radioterapia adjuvante (prótons ou ciberfaca)
- Possibilidade de déficits neurológicos permanentes relacionados à deglutição e fala
- Prognóstico a longo prazo e necessidade de acompanhamento rigoroso
⚖️ Tomada de decisão
🔹 Cirurgia necessária para descomprimir estruturas vitais e obter diagnóstico histológico
🔹 Via endonasal é preferida quando o tumor é central; vias laterais para extensões laterais
🔹 Tratamento multidisciplinar essencial (cirurgia + radioterapia)
🔹 Risco cirúrgico elevado, mas geralmente menor que o risco de deixar o tumor crescer sem tratamento
🤝 Navegamos pelas profundezas da base do crânio com a precisão de exploradores em território sagrado, removendo o tumor enquanto preservamos as estruturas que mantêm a vida, a respiração, a fala e o movimento. Este conteúdo não substitui a consulta individual onde seu caso específico será discutido em detalhe.
